sábado, 16 de abril de 2011

HORTA ORGÂNICA


 O GIII das professoras Luciana e Josete está curtindo cuidar das plantinhas de sua horta. Após escolher terra fofa e o local com  luz do sol, todos os dias as crianças verificam o crescimento e regam para que as plantas cresçam viçosas. Hum ... que será que elas irão fazer quando colhê-las???

quarta-feira, 6 de abril de 2011

CABEÇA, OMBRO, JOELHO E PÉ...



A partir da musica cabeça, ombro, joelho e pé trabalhamos com as crianças do G3 as partes do corpo. Fizemos o desenho de uma criança que se prontificou a deitar no papel para que as crianças pudessem visualizar e dar forma ao desenho do corpo.
Nossa proposta de pintura para esse dia era com cola colorida, mas as próprias crianças pegaram os potes com giz de cera e começaram a colorir. Foi um momento muito legal e significativo para as mesmas. 

Os peixinhos




Nosso projeto surgiu a partir do interesse das crianças do G4 pela música.
Música foi muito utilizada no período de inserção deste inicio do ano, pois trabalha a questão do nome, nos ajudou a fazer o reconhecimento do nome dos colegas. Essa música faz parte de nosso repertório em sala de aula e as crianças adoram e sempre pedem para cantá-la.
A partir da música fizemos peixinhos de dobradura, colorimos, colamos raspas de lápis de cor e montamos um lindo cartaz para colocar na parede do lado de fora.
Todos curtiram a idéia.

OS PEIXINHOS

A(O)............................. PASSOU PELA PONTE
CHINELINHO CAIU DO PÉ
OS PEIXINHOS RECLAMARAM
UI............................... QUE CHEIRINHO DE CHULÉ
É DO SEU PÉ?

A chegada do macaco




No dia em que recebemos nosso amigo macaco, as crianças coloriram máscaras de macaco para usarem em companhia do novo amigo. Antes de sua chega ele nos mandou uma cartinha, para sabermos se poderia fazer parte de nossa turminha e se as crianças iriam recebê-lo bem.
A partir de enquete com famílias, que nos mandaram sugestões de nomes para nosso novo amigo, fizemos um sorteio em sala para escolher o nome do nosso mascote. Adivinha só... o nome escolhido pela maioria das crianças foi CHICO.
Agora ele faz parte da rotina do G4. Brincamos, cantamos, rimos e passeamos com o CHICO  nosso mais novo e querido amigo.

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Lá Vai o Rui



A construção do boneco de pano teve como objetivo, a vivência do personagem RUI com o grupo GIII das professoras Claudia e Josete . Possibilitou a imaginação e o envolvimento das crianças com a contação da história. A participação do boneco na rotina da turma ainda possibilitou trabalhar com a questão de compartilhar o mesmo brinquedo com outros amigos, e, além disso, o cuidado e o carinho no manuseio do boneco. Nesse projeto,  trabalhamos a   responsabilidade e solidariedade no grupo, e por isso, solicitamos a  participação da família no desenvolvimento desse trabalho. Cada criança levou o RUI para sua casa, e com a colaboração dos pais, fez um pequeno registro escrito no livro, relatando a vivência do boneco junto à família. O registro também pode conter fotos, enriquecendo muito a visualização da visita do boneco. Todos os registros foram compartilhados com o grupo, com o relato da criança para seus amigos sobre o passeio do Rui em sua casa.

domingo, 21 de novembro de 2010

Mau preparo de professor atrapalha ensino de literatura afro


Educadores afirmam que a literatura infantil sobre diversidade étnica ajuda a combater a discriminação racial


Mau preparo de professor atrapalha ensino de literatura afro
Educadores afirmam que há boas obras e materiais didáticos disponíveis, mas docentes ainda não sabem como trabalhá-los em sala
Marina Morena Costa, iG São Paulo | 20/11/2010 06:01
            Uma menina negra, com vasta cabeleira, tenta entender por que seu cabelo não para quieto. Ela encontra um livro sobre países africanos e passa a compreender a relação entre seus cachos e a África. A história é contada no livro “Cabelo de Lelê”, de Valéria Belém, e segundo a pedagoga e pesquisadora Lucilene Costa e Silva, um dos bons exemplos de literatura afro-brasileira infantil. “Nas séries iniciais, as crianças estão construindo a identidade. Ter acesso a obras que mostrem personagens como elas é fundamental”, avalia.
                Lucilene dá aula há 20 anos na rede pública de ensino do Distrito Federal e conta que sentia falta da imagem negra nos livros de literatura infantil. “Cheguei a contar a história ‘Chapeuzinho Vermelho’ usando uma boneca negra com capuz vermelho. Hoje sei que isso não é mais necessário. A África tem histórias, personagens e enredos lindíssimos.”
            Atendendo à lei 10.639, que determina o ensino de cultura afro-brasileira nas escolas, o Ministério da Educação (MEC) e as secretarias municipais e estaduais de ensino têm cada vez mais distribuído obras e vídeos protagonizados por personagens negras ou que abordam a diversidade étnico-racial. “É visível o aumento na quantidade de material didático e para-didático disponível sobre o tema após a implantação da lei”, afirma Luciano Braga, professor de Artes há 15 anos das redes municipal e estadual de São Paulo e co-autor, junto com Elizabeth Melo, do livro “História da África e afro-brasileira – em busca das nossas origens”, lançado em 13 de maio de 2010.
            Educadores afirmam que a literatura infantil sobre diversidade étnica ajuda a combater a discriminação racial
            O professor conta que obras com contos e lendas africanas são uma novidade recente nas duas escolas onde dá aulas. “Estamos recebendo livros nos quais o herói é uma criança negra ou onde há personagens brancos e negros. A questão não é valorizar uma cultura ou outra e sim fazer com que a criança se sinta pertencente ao meio. É assim que combatemos a discriminação”, ressalta. Da mesma forma que contos de fada e histórias europeias são narrados em sala de aula, histórias e lendas africanas e indígenas devem ser apresentadas, defende o professor.
            No livro infantil “Betina”, de Nilma Lino Gomes, uma avó trança os cabelos da neta e conversa sobre seus ancestrais. “Na África as tranças têm diferentes significados e o cabelo é muito importante para a mulher. Está ligado à identidade”, explica Lucilene. Quando a professora terminar de contar a história de Betina, uma menina de rosto redondo, olhos negros e cabelo todo trançado, os alunos ficam encantados. “Todas as crianças, negras e brancas, querem ser a Betina”, conta.
Formação de professores
            Lucilene desenvolve pesquisa de mestrado na Universidade de Brasília (UnB) sobre a presença da literatura afro-brasileira no Programa Nacional Biblioteca da Escola do MEC, que distribui obras de literatura, pesquisa e referência para as escolas públicas brasileiras. Apesar de o ministério não ter um levantamento específico das obras que abordam essa temática, a pesquisadora afirma que os livros estão presentes no catálogo oferecido. “É um avanço, mas em muitas escolas do DF as obras chegam e ficam encaixotadas, porque os professores não sabem como trabalhá-las”, afirma.
            Em São Paulo, Braga promove palestras e oficinas sobre diversidade étnica e encontra o mesmo problema: materiais didáticos deixados de lado porque os professores não sabem como usá-los.
            A coordenadora da área de diversidade do MEC – Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade (Secad) –, Leonor Franco, reconhece que o principal entrave para a aplicação da lei é a formação dos professores. “O nó da questão é a qualificação, a formação de professores e gestores. Não basta capacitar só os professores, tem que sensibilizar todos os funcionários da escola, os diretores, o secretário de educação. Não adianta colocar livro na escola se o professor não souber o que fazer com aquilo”, afirma.
            Segundo Leonor, grande parte do problema está no ensino superior. A temática e o conteúdo da diversidade étnico-racial não estão nos cursos de licenciatura: “Nossa formação continuada é quase uma formação inicial”, critica. Outro desafio é a ampliação de parcerias para oferecer cursos de capacitação. Atualmente os editais do MEC são voltados apenas para instituições de ensino superior federais e estaduais. “Temos secretarias de ensino que têm condições de promover capacitação. O resultado é que a gente tem tido dinheiro (na Secad), mas poucos projetos bons para formação de professores.”
            Salloma Salomão, músico e doutor em História Social pela PUC-SP, atua na formação de docentes pela rede de educadores Aruanda Mundi. Nos últimos cinco anos, cerca de 3 mil professores de mais de cinco estados diferentes foram capacitados. “Faltam investimentos das secretarias em projetos formativos sistemáticos e de longa duração”, aponta. Segundo Salomão, os cursos oferecidos pela Aruanda têm duração mínima de 120 horas, mas o ideal seria 360 horas e dois anos de duração.
            O historiador destaca a importância do uso das tecnologias na capacitação dos docentes. Por meio de plataformas da internet, Salomão promove a interação de professores brasileiros com africanos, principalmente de países de língua portuguesa. “Falar de África não significa tirar o sapato e pisar na terra. Há inúmeras possibilidades com o uso da tecnologia. Precisava de um mapa étnico-linguístico da África e um pesquisador da universidade de Coimbra nos forneceu o material. É um processo de aprendizagem com o que há de mais contemporâneo.”
            Veja a lista de obras de literatura afrobrasileira para crianças indicadas pela professora Lucilene Costa e Silva, pesquisadora de litaratura infantil afro-brasileira:
A serpente de Olumo – Ieda de Oliveira – Ed Cortez Editora
ABC do continente africano –Rogério A. Barbosa – Ed. SM
Anansi, o velho sábio – Um conto Axanti recontado por Kaleki – Ed Companhia das Letrinhas
Ao sul da África – Laurence Questin – Catherine Reisser – Companhia das Letrinhas
Betina – Nilma Lino Gomes – Mazza Edições
Brinque- Book conta fabulas – Bob Hortman e Susie Poule
O Cabelo de Lelê – Valéria Belém – Ibep Nacional
Chuva de Manga – James Rumford – Ed brinque Book
O dia em que Ananse espalhou a sabedoria pelo mundo – Eraldo Miranda – Editora Elementar
Doce princesa Negra- Solange Cianni- Ed-L.G.E
Era uma vez na África – Jean Angelles – Ed. LGE
Euzebia Zanza – Camila Fillinger – Ed Girafinha
O funil Encantado - Jonas Ribeiro - Ed Dimensão
Gente que mora dentro da gente-Jonas Ribeiro-Ed Dimensão
Histórias da Preta – Heloisa Pires Lima –Ed. Companhia das Letrinhas
Ifá, o advinho; Xango, o Trovão; Oxumarê, o Arco-iris – Raginaldo Prandi – Ed. Companhia das Letrinhas
Krokô e Galinhola – Um conto africano por Mate – Ed brinque Book
O livro da paz-Todd Parr- Ed Panda-Book
Lendas Africanas. E a força dos tambores cruzou o mar - Denise Carreira - Ed. salesiana
O mapa – Marilda Castanha – Ed. Dimensão
Meia dura de sangue seco – Lourenço Cazarré – Ed. LGE
Na minha escola todo mundo é igual - Rossana Ramos e Priscila Sanson - Ed Cortez
Nina África – Lenice Gomes, Arlene Holanda e Clayson Gomes – Ed. elementar
A noite e o Maracatu – Fabiano dos Santos – Ed Edições Demócrito Rocha
Orelhas de Mariposa - Luiza Aguilar e Andre Neves-Ed Callis
O presente de Ossanha – Joel Rufino dos Santos- Ed. Global
Por que somos de cores diferentes? – Carmem Gil- Ed girafinha
Que mundo maravilhoso – Julius Lester e Joe Cepeda – Ed Brinque Book
Sergio Capparelli – Ed. Global
Tem gente com fome – Solano Trindade Ed. Nova Alaxandria
Os tesouros de Monifa – Sonia Rosa – Ed Brinque-Book
Todas as crianças da terra – Sidónio Muralha –Ed Global
Uma menina e as diferenças – Maria de Lourdes Stamato de Camilis-Ed Biruta
Viver diferente – Lilian Gorgozinho – Ed L.G. E Editora
Referência
Artigo sugerido por Ana Paula